Visita de Guilherme Boulos ao Espaço Chico Mendes reforça vínculo entre legado histórico e justiça climática na COP30
A manhã desta quarta-feira marcou um encontro simbólico no coração da COP30. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, visitou o Espaço Chico Mendes em Belém e foi recebido por Ângela Mendes, coordenadora do Comitê Chico Mendes e filha do líder seringueiro assassinado em 1988. A presença do ministro no espaço reafirmou a centralidade do legado de Chico nos debates contemporâneos sobre justiça climática, proteção territorial e fortalecimento das populações tradicionais.

O Espaço Chico Mendes — iniciativa do Comitê Chico Mendes, do Conselho Nacional das Populações Extrativistas e da Fundação Banco do Brasil, com apoio do Memorial Chico Mendes, do Museu Paraense Emílio Goeldi e do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima — está aberto ao público com entrada gratuita. O local abriga duas exposições de forte impacto histórico e político: “Chico Mendes, Herói do Brasil” e “Memoráveis Margaridas”. Ambas recuperam trajetórias de defensores e defensoras da floresta, destacando lutas por direitos ambientais que permanecem urgentes na Amazônia e no país.
Durante a visita, Boulos leu em voz alta a carta “Ao Jovem do Futuro”, escrita por Chico Mendes pouco antes de ser assassinado. O trecho que mais o emocionou foi o que Chico escreveu como alerta e esperança:
“Aqui ficam somente a lembrança de um triste passado de dor, sofrimento e morte. Desculpem. Eu estava sonhando quando escrevi estes acontecimentos que eu mesmo não verei. Mas tenho o prazer de ter sonhado.”
Ao lado de Ângela Mendes, o ministro afirmou que transformar esses sonhos em políticas públicas de preservação e inclusão social é compromisso assumido. A leitura, feita dentro de um espaço dedicado à memória e à resistência, conectou passado e presente e reforçou a necessidade de que o futuro seja construído com participação popular e coragem política.
Confira a galeria de fotos da visita de Guilherme Boulos ao Espaço Chico Mendes e Fundação BB na COP30, por Alexandre Noronha:















